"Pensar e fazer. Duas ações interligadas...

Papel do professor: Pensar com objetividade e fazer com sentimento"

OBRA PRIMA QUE DEUS NOS CONCEDE

OBRA PRIMA QUE DEUS NOS CONCEDE

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Sugestão de projeto Dia do Índio

Projeto Interdisciplinar – 2ª série/3º ano
Externato Alfredo Backer

Projeto Interdisciplinar – Novo Eu Gosto – 2ª série/3º ano
Projeto: Elaboração de um grande mural sobre os indígenas brasileiros.
Título do projeto: As comunidades, a arte e as lendas indígenas brasileiras.
Duração do projeto: aproximadamente um mês.
Tema: Dia do Índio (19 de abril).
Projeto interdisciplinar: Língua Portuguesa, História, Geografia, Arte e Música.
Discuta com os alunos a elaboração do projeto e os principais temas que serão desenvolvidos:
• a história dos índios brasileiros
• a arte indígena
• os mitos e as lendas indígenas
• a música indígena
Motive a elaboração do projeto e insista na necessidade do envolvimento de todos e da responsabilidade de cada um. Conte como será o produto final.
Se possível, em reunião, discuta com os pais os objetivos e a importância do projeto, para obter a cooperação deles em casa, nos trabalhos de pesquisa de fotos e de informações complementares.

Etapas do projeto
1ª aula
Traga para os alunos o livro Lendas e mitos do Brasil, de Theobaldo Miranda Santos, da Companhia Editora Nacional. Comente com eles o assunto tratado no livro, com destaque para as características das lendas indígenas. Escolha uma das lendas e leia, de forma compartilhada, para os alunos.
Fale sobre como os índios brasileiros buscavam explicar com suas histórias a origem de elementos da natureza, como a mandioca, o milho, a semente do guaraná ou as estrelas. Chame a atenção para o fato de como essas lendas eram preservadas por relatos orais dos índios que habitavam as diferentes regiões do Brasil. Faça um paralelo e explique que a cultura também é preservada por meio de relatos escritos (livros, jornais, revistas, documentos...), pinturas, fotos, registros em filmes, gravações de depoimentos etc.
Para finalizar a aula, oriente os alunos a pesquisarem em diferentes fontes a cultura dos indígenas brasileiros e trazerem o resultado do trabalho na aula seguinte.
Os alunos poderão ser divididos em grupos para a realização de pesquisa, conforme a orientação do professor.
Pesquisa de material escrito – em textos informativos (jornais, revistas, livros ou internet); lendas, mitos e poesias.
Pesquisa em material impresso: ilustrações e fotos.
Pesquisa de material gravado: músicas e documentários.
Podem ser reproduções de quadros de pintores famosos.
O material resultante da pesquisa deverá ser selecionado e reservado para a produção do mural.
2ª aula
De acordo com a faixa etária de seus alunos, escolha e leia uma das lendas trazidas. Faça com eles uma leitura compartilhada.
Solicite que observem as belas ilustrações de Rodrigo Rosa, do livro Lendas e mitos do Brasil, todas feitas com lápis crayon. Peça aos alunos que reescrevam a lenda que foi lida e que a ilustrem utilizando a mesma técnica. No caso de alunos dos anos iniciais, sugerimos que se faça com eles um texto coletivo para ser copiado e depois ilustrado em papel sulfite.
O produto deste trabalho deverá ficar reservado para ser exposto no mural.
3ª e 4ª aulas
Mostre aos alunos o livro Arte indígena – do pré-colonial à contemporaneidade, de Percival Tirapeli, Coleção Arte Brasileira, da Companhia Editora Nacional.
Sugerimos a leitura do seguinte texto: “Romantismo e Academismo”, na página 22, com ênfase às obras de Johann Moritz Rugendas e de Jean-Baptiste Debret, Albert Eckhout, entre outros.
Peça que pesquisem na internet e imprimam fotos das obras desses pintores e, se for o caso, também de outros que registraram momentos da história colonial brasileira ao retratar os indígenas. Os alunos deverão colocar numa etiqueta o nome do pintor, o título da obra, a data em que foi pintada, onde está exposta... enfim, todas as informações possíveis relacionadas à obra.
Sites de interesse:

www.funai.gov.br
Fundação Nacional do Índio, Brasília, DF.

www.museu-goeldi.br
Museu Paraense Emílio Goeldi, Belém do Pará, PA.

www.mae.usp.br
Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo, SP.

www.fundaj.gov.br/docs/iesam/muhno-p.html
Museu do Homem do Norte, Manaus, AM

5ª aula
Leia com os alunos, de forma compartilhada, no livro anteriormente citado, sobre a arte indígena, páginas 8 a 15, e comente o texto e as fotos.
Reserve parte desta aula para os alunos pesquisarem os objetos feitos pelos indígenas: instrumentos musicais, cerâmicas, cestaria, arte plumária, entre outros. Sugira a pesquisa em outras fontes como jornais, revistas, enciclopédias, livros didáticos da biblioteca da escola ou previamente selecionados pelo professor. Esse trabalho de pesquisa pode ser feito em grupos.
6ª aula
Esta última aula deverá ser reservada à seleção do material coletado nas aulas anteriores e à produção do mural.
Apresentação
Exposição do mural.

OBSERVAÇÕES
Este projeto poderá ser realizado em quaisquer dos anos iniciais do Ensino Fundamental I, com as devidas adaptações.
As etapas e as atividades descritas valem como sugestões. Entretanto, os professores deverão simplificá-las ou enriquecê-las de acordo com a faixa etária e o ritmo dos alunos, a disponibilidade de tempo, de materiais, e o Plano Geral do Colégio.


segunda-feira, 29 de março de 2010

O trabalho em grupo



O trabalho em grupo:um valor e uma competência



Dentre as atitudes que devem ser valorizadas na Educação, destaca-se a capacidade de aprender com o outro, de discutir, de aceitar regras, de fazer e cumprir acordos, de procurar soluções para desafios, de ter convicção de suas próprias idéias e ser capaz de defendê-las, de selecionar informações e encontrar estratégias pessoais para solucionais problemas e apresentar disponibilidade para aprender sempre mais.

O ser humano é essencialmente social. A formação de suas opiniões em comportamentos se dá, particularmente, por meio da interação com as outras pessoas. O trabalho de socialização secundária visa desenvolver nos alunos a consciência do coletivo e a importância do grupo. Desse modo, a capacidade de aprender a partir do contato com o ponto de vista dos outros pode ser considerada um fator de desenvolvimento e de aprendizagem.

É função da escola possibilitar à criança o desenvolvimento de habilidades de participação, argumentação, cooperação e de respeito pelos colegas e por suas idéias.
É inegável a superioridade do trabalho em grupo sobre o trabalho individual no desenvolvimento de capacidades de compreensão e de argumentação. O trabalho em grupo põe em destaque a contradição entre pontos de vista, o que nem sempre é percebido pela criança quando ela trabalha isoladamente.

Tentando equacionar as diferenças entre seus pontos de vista, os alunos conseguem chegar a soluções que não alcançariam sem o conflito provocado pelo trabalho em grupo.

Da mesma forma que permite e tolera o aparecimento de opiniões divergentes e dá oportunidade para a discussão e a procura de consenso, o trabalho em grupo favorece o desenvolvimento da habilidade de cooperar com os companheiros de equipe. Ao interagir com os colegas durante a realização de tarefas em grupo, a criança estará caminhando para a organização de seu pensamento, muitas vezes mais rapidamente do que quando trabalha sozinha.

Mas, e o professor?

Para desenvolver as atividades em grupo em sua sala de aula, o professor precisa, antes de mais nada, abandonar a idéia de que é o único a transmitir. Além disso, é preciso que ele familiarize seus alunos a essa forma de trabalho, criando com a classe normas de conduta para estabelecer o que pode e o que não pode ser feito durante a atividade escolar. É preciso também que sejam bem claros os objetivos a serem alcançados em cada proposta, para avaliar se estão ao alcance dos alunos e se eles dispõem de material adequado às consultas que precisarão fazer.

Sugestão de atividades para Educação Infantil



A importância do Lúdico no desenvolvimento infantil

Maria do Rocio M. Buczek

O mundo do lúdico é um mundo onde a criança está em constante exercício. É o mundo da fantasia, da imaginação, do faz-de- conta, do jogo e da brincadeira. Podemos dizer que o lúdico é um grande laboratório que merece toda atenção dos pais e educadores, pois é através dele que ocorrem experiências inteligentes e reflexivas, praticadas com emoção, prazer e seriedade. Através do brinquedo e das brincadeiras ocorre a descoberta de si mesmo e do outro, portanto, aprende-se. É no brincar que a criança está livre para criar e é através da criatividade que o indivíduo descobre seu eu. Segundo Platão: “Você aprende mais sobre uma pessoa em uma hora de brincadeira do que uma vida inteira de conversação.” Pode-se dizer, que as brincadeiras e os jogos são as principais atividades físicas da criança; além de propiciar o desenvolvimento físico e intelectual, promove saúde e maior compreensão do esquema corporal. É jogando que a criança aprende a respeitar regras, limites, esperar a vez e aceitar resultados. O brincar e o jogar para a criança não é apenas um passatempo ou simples diversão mas, um momento sério, pois está aprendendo o que ninguém pode lhe ensinar, descobrindo o mundo e as pessoas que a cercam. E o que é o faz-de-conta? É exercitar e promover o seu raciocínio abstrato. Por exemplo: uma criança ao amassar uma folha de papel formará uma bola, que para ela poderá ser a bola de um famoso time de futebol, ou de um famoso jogador de tênis... enfim, estará fazendo uso da abstração para construir através da imaginação o seu mundo. Nesse sentido, esta apostila reúne diversas experiências para brincar com as crianças. As brincadeiras são voltadas à faixa etária de 4 a 6 anos, podendo algumas serem adaptadas às crianças de 3 anos. O importante é que as brincadeiras façam parte do cotidiano do trabalho na educação infantil. Brinque todos os dias com as crianças. Elas vão adorar. Bom divertimento!



1. Arco – Íris A – fazer um arco-íris no chão com giz ou tiras de papel crepom coloridas. Colocar no final do arco-íris um baú (caixa de papelão) com brinquedos, bexigas, objetos ou fantasias que correspondam às cores do arco-íris desenhado no chão. Execução: formar fileiras, uma para cada cor atrás de uma linha em frente ao arco-íris a mais ou menos 1m de distância ao sinal do professor, os primeiros de cada fila deverão sair andando por cima da linha até o baú e trazer um objeto que corresponda à cor de sua equipe. Todos deverão repetir o mesmo processo; a próxima criança sairá somente quando seu companheiro ultrapassar a linha de chegada. A equipe que primeiro completar o jogo será vencedora.


2. Arco – Íris B – quando utilizar bexigas, seguir o mesmo processo acima onde as crianças deverão pegar no baú uma bexiga que corresponda à cor de sua linha e estourá-la, sentando em cima, antes de retornarem às filas.


3. Arco – Íris C – igual às brincadeiras acima utilizando fantasias, roupas e adereços diferentes como perucas, chapéu, vestido, calça, nariz de palhaço ou outro, xales etc, quando todos estiverem com as suas peças na mão deverão vestir (fantasiar) um colega. Vence a equipe que vestir primeiro e for a mais criativa.



4. Bolinhas de pingue-pongue – Soprar bolinhas de ping-pong: traçar duas linhas a uma distância de 3m uma da outra e formar fileiras uma de frente para a outra atrás das linhas. Inicia-se o jogo dando uma bolinha para as primeiras crianças de cada fila de um dos lados, estas deverão soprá-las até seus companheiros das filas à frente indo para trás destas filas. A criança que recebeu a bolinha repetirá a mesma ação para o outro lado e assim sucessivamente. Se for em forma de competição, vence a equipe que terminar primeiro.

Dois a dois lançando a bolinha com as mãos, um para o outro, deixando quicar no chão antes de pegá-la (deixar quicar 1x, depois 2x, 3x, 4x etc)

Jogar na parede e pegar com as duas mãos, jogar no teto e deixar quicar no chão, 1,2,3,4... antes de pegá-la

Caçar a bolinha com caixa de sapato – 2 a 2, um com uma caixa de sapato e outro com bolinhas (de pingue-pongue, papel, isopor, etc). ficam distantes mais ou menos 2m, dependendo do tamanho (idade) da criança. Enquanto uma lança as bolinhas a outra deverá caça-las com a caixa.



5. Caixas de sapato – Patins com caixas de sapato – fazer várias fileiras onde os primeiros receberão 2 caixas de sapatos sem tampa que serão os patins. Colocá-los atrás de uma linha de saída. Ao sinal, deverão correr até um ponto pré-determinado, podendo ter uma cadeira para contorná-la, e retornar entregando os patins para o próximo que repetirá a mesma ação e assim por diante. Vence a equipe que as crianças acabarem o percurso primeiro.

Carrinho com caixa de sapato – amarrar um pedaço de barbante em uma das extremidades da caixa para puxar. Esta brincadeira poderá ser cada criança com seu carrinho buscando objetos, figuras, letras, números etc., solicitados pelo educador.

Rebater a bolinha: com o fundo da caixa de sapato ou com as tampas, como tênis ou pingue-pongue.

6. Revezamento – formar fileiras como mostra o desenho anterior; na linha traçada e em frente a cada equipe colocar um objeto ou uma bola. O objetivo do jogo é: uma criança vai buscar o objeto e a outra vai levar. Vence a equipe onde todas as crianças executaram a ação.


7. Desenho comunitário com música – espalhar folhas de papel pela sala e lápis colorido. Ao som de uma música, as crianças deverão caminhar no ritmo dançando e, ao parar a música, começar a desenhar, cada uma em uma folha; a música retorna, e voltam a caminhar. Ao parar novamente a música, vão até outro papel, e continuam o desenho do colega. Isto se repete até que o educador observe que os desenhos já se definiram. No final todos pegam um papel e comentam sobre o desenho mostrando a todos.